Não tem jeito... Tenho que falar.. O silêncio é pior e não diminui a dor da saudade!
As pessoas (amigos, leitores, seguidores...) que me acompanham a algum tempo sabem que adotei meu gato, o Peto, depois de 6 meses que minha filhinha faleceu. Ele me ajudou no momento mais difícil da minha vida... ajudou a preencher um buraco enorme e também me trouxe muitas alegrias...
O Peto sempre foi um gato muito especial, veio de encomenda. Amoroso, carinhoso, compranheiro... em toda minha vida (35 anos, quase 36) eu nunca tive um gato assim.
Super apegado... preferia passar a noite toda comigo e meu marido na cama dormindo, do que ir namorar...
Tem tantos posts neste blog sobre ele... e ele sempre lindo! Ou dormindo comigo ou fazendo poses para fotos.
Pois então... dias de silêncio por aqui, acho que perceberam... Peto se foi no Dia das Crianças!
Fazer esse post não está sendo fácil e as lágrimas me atrapalham para ver o que estou digitando.
Nós descobrimos que ele tinha uma doença sem cura, chamada PIF, provavelmente nasceu com ela. Descobrimos dia 25 de agosto e desde então estávamos numca corrida contra o tempo... foram 21 dias de medicamentos a cada 6 horas. Todos nossos compromissos ficavam em função dos horários do Peto, não podíamos alterar os horários dos remédios. Então adequamos também ao meu horário de hemodiálise.
Depois de 21 dias ele estava melhor... mas ainda muito anêmico. Tinhamos esperanças de um milagre, cremos em milagres... E na verdade ele aconteceu... Tivemos ainda um bom tempo para curtir a companhia do Peto.
Depois desses 21 dias de remédios, passaram a ser 3 dias por semana na veterinária para tomar injeções.
Venceu a anemia, nem a veterinária esperava. Ele comia muito bem e não tinha febre... mas a barriga ainda estava grande, com o liquido que a doença causa.
Segunda-feira, dia 11 de outubro, de noite, ele começou a parecer ruim... mas não tinha febre. Achamos que estava cansadinho e com sono... mas logo percebemos que seria sua última noite.
Passamos a noite toda em claro com ele, mas não vou contar como foi... Só digo que eu e meu marido chorávamos muito... De manhã cedinho... no dia 12... ele deu seu último suspiro.
Em novembro ele faria 2 anos... era um bebê ainda. Foi muito amado e também nos amou muito!
Foi valente e forte na doença, não entregou os pontos! Nos permitiu mais tempo com ele.
Hoje nossa cama parece enorme... sobra muito espaço... falta ele conosco!
Não vou deixar de postar, porque o blog também me ajuda, como uma terapia. Mas eu vou voltando aos poucos!
Com vocês, eu deixo uma das últimas imagems do Peto que eu postei aqui no blog...
(não revisei o que escrevi, então me perdoem se tiver erros)